A Figueira Estéril

Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha; e indo procurar fruto nela, e não o achou. Disse então ao viticultor: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho; corta-a; para que ocupa ela ainda a terra inutilmente? Respondeu-lhe ele: Senhor, deixa-a este ano ainda, até que eu cave em derredor, e lhe deite estrume; e se no futuro der fruto, bem; mas, se não, cortá-la-ás. Evangelho de Lucas.

Jesus, com fome, vendo que a figueira estava cheia de folhas, esperava que tivesse também frutos. A figueira cultivada produz figos na primavera e no outono ela perde as folhas e não produz frutos.

A figueira simboliza o homem, tinha folhagem sem fruto, sinal de que não era fiel à sua natureza. Toda figueira quando não tem frutos, não tem folhas.

Na natureza humana também pode ocorrer esse paradoxo: muita folhagem sem fruto algum; muitas exterioridades sem nenhuma interioridade.

O símbolo espiritual da parábola visa ao homem, o seu humano fecundo nas coisas do ego externo e infecundo no seu Eu Interno. A maldição se refere então à figueira metafísica, ao homem espiritualmente estéril.

O homem dotado de livre-arbítrio não tem apenas uma possibilidade de ser frutífero em condições favoráveis; pode ser frutífero em condições desfavoráveis também.

O homem, graças ao seu livre arbítrio, pode transcender as leis automáticas da natureza e produzir frutos bons tanto em tempos propícios tanto cercado de adversidades.

O homem que produz frutos quando é tempo de frutos é um homem virtuoso. Mas quem produz frutos quando não é tempo de frutos - esse é um homem sábio. Ser bom estando no meio dos bons é fácil. Ser bom no meio dos maus é difícil.

- Pureza no meio das trevas. Luz no meio da escuridão.

Necessário se faz ao homem, emancipar-se da tirania das circunstâncias humanas e proclamar a soberania da sua substância divina.

Paz Profunda  

Rito do Lavapés - Símbolo da Humildade

O lava-pés é um rito litúrgico católico, realizado na Quinta Feira Santa, na missa da Ceia do Senhor. Este rito, repete o gesto de Jesus que, na última ceia lavou os pés de seus discípulos em sinal de serviço e de amor.

O lava-pés era muito usado no tempo de Jesus e até mesmo antes do seu nascimento. Era um trabalho humilde, feito por escravos, que consistia em lavar os pés dos patrões da casa e de daqueles que chegavam de viagem. Não raro, esse trabalho era considerado humilhante a ponto de ser designado como castigo a algumas pessoas que cometiam algum delito legal.

Jesus, ao realizar este gesto, coloca-se como escravo, o que fez Pedro reagir diante de Jesus não querendo admitir, de modo algum, que o Mestre se rebaixasse como escravo diante dele. Olhando o conceito que as pessoas, do tempo de Jesus, tinham desse gesto do lava-pés, compreendemos o alcance e o significado do gesto de Jesus.

O antigo nome do rito do lava-pés era "mandatum", tirada da palavra inicial da antífona que acompanhava o rito, cantada em latim: "mandatum novum do vobis..." ("Dou-vos um novo mandamento), quase que como decorrência do gesto que Jesus acabara de realizar.

O rito do lava-pés, na liturgia, é conhecido desde a mais remota antiguidade e foi pratica por Papas, bispos e sacerdotes de todas as épocas. Também imperadores e reis praticaram o lava-pés como sinal de serviço aos seus súditos. Os monges, que recebiam peregrinos em seus mosteiros, acolhiam-lhes com ósculo da paz e lavando-lhes os pés, para demonstrar que estavam a serviço do hóspede. Desde o século IV conhece-se o rito do lava-pés no Ocidente, com exceção de Roma.

O 17º Concílio de Toledo, na Espanha, no ano de 694, prescreveu que o lava-pés deveria ser realizado em todas as igrejas do mundo inteiro, na quinta-feira santa para imitar o gesto de Jesus. Para aqueles padres que se recusavam realizar o rito havia severas penas eclesiásticas. Contudo, o rito estava reservado para as catedrais e basílicas e, mais tarde é que foi permitido ser realizado em todas as igrejas.

Em Roma, o gesto do lava-pés na quinta-feira santa generalizou-se a partir do Séc. XI. O Missal de Pio V (1563) coloca o lava-pés no final da missa. A rubrica assim orientava: "Post desnudationem altarium, hora competenti facto signo cum tabula, conveniunt clerici ad faciendum mandatum (...)" Foi em 1955, com a reforma da Semana Santa, que o rito do lava-pés passou ser feito depois da homilia, como é feito atualmente.

Era costume que aqueles aos quais eram lavados os pés deveriam ser pobres. Em alguns países eram 12 homens que representavam os 12 apóstolos de Jesus Cristo. Em outros países eram 13, como acontecia em Roma, e como perdurou até a Reforma da Semana Santa, em 1955. O número de 13 pessoas tinha duas explicações: antigamente, realizavam-se dois lava-pés; um em comemoração do lava-pés que fez Madalena, quando lavou os pés de Jesus com suas lágrimas e o outro, recordando o gesto de Jesus, ao lavar os pés dos seus apóstolos. Como o primeiro gesto foi suprimido, aquele que representava Jesus passou a tomar parte do lava-pés dos apóstolos, totalizando 13 pessoas. A segunda explicação é atribuída ao Papa Bento XIV que contava que um dia o Papa Gregório Magno, ao lavar os pés de 12 pobres, ao chegar no 12º notou que tinha mais um; era um anjo e, para recordar este fato, desde então conservou-se o número 13 até o século XX.

Atualmente, o rito do lava-pés, como é chamado, é muito simples. Não existe a obrigatoriedade, que havia antigamente, de que somente homens representem a comunidade ou os apóstolos. Também mulheres e crianças, hoje, tomam parte desse rito. Outra característica, é que este rito não é uma encenação dentro da missa, mas um gesto litúrgico que repete o mesmo gesto de Jesus. O bispo ou padre que lava os pés de algumas pessoas da comunidade está imitando Jesus no gesto, mas não como teatro; ao contrário, como compromisso de estar ao serviço da comunidade, para que todos tenham a salvação, como fez Jesus. Não há necessidade, pois, que as pessoas venham vestidos de apóstolos, mesmo porque, o missal não determina quantas pessoas deverão ter os pés lavados ao dizer: "viri selecti deducuntur..." ("os homens escolhidos são levados...").

Atualmente o rito acontece, depois da homilia quando o sacerdote, retirando a casúla, cinge-se com um avental e lava os pés daqueles representantes da comunidade.


Feliz Páscoa de Nosso Senhor Jesus

Antevasin

Antigamente, essa era a descrição literal. Significa alguém que havia abandonado o centro agitado da vida mundana para ir morar no limite da floresta, onde viviam os mestres espirituais. O antevasin deixava de ser um aldeão - não era uma pessoa com uma vida convencional.
Mas ele também não era um trascendente - não era um daqueles sábios que vivem bem lá no fundo das matas intocadas, plenamente realizados. O antevasin era alguém que vivia no meio. Era um habitante da fronteira. Vivia em um lugar onde podia ver os dois mundos, mas olhava rumo ao desconhecido. E era um estudioso. Na época moderna, é claro, essa floresta virgem teria de ser em sentido figurado, e a fronteira também. Mas ainda é possível viver aí. Ainda é possível viver nessa linha tremeluzente entre seus velhos pensamentos e a sua nova compreensão, em um eterno estado de aprendizagem.
No sentido figurado, trata-se de uma fronteira que está sempre em movimento - conforme você avança em seus estudos e em suas realizações, essa floresta misteriosa do desconhecido está sempre há alguns metros à sua frente, de modo que você precisa viajar com pouca bagagem para conseguir acompanhá-la.Precisa manter móvel, maleável, flexível. 

"Sou apenas uma arisca antevasin, nem isso nem aquilo,
uma aprendiz da fronteira em eterna mutação,
próxima à floresta maravilhosa
e assustadora do novo."

Renúncia

É realmente muito estranho que as pessoas sofram tanto e ainda assim não despertem, mas se prendam a todos os tipos de falsas identificações. O mundo inteiro está preso pelo desejo de riqueza e sexo. As pessoas fazem disto a meta de suas vidas e ao final sofrem. Identificando-se com nosso corpo e com os outros corpos nos prendemos em todos os tipos de envolvimentos emocionais e criamos sofrimento sem fim. É claro que há muitas pessoas que parecem gostar de tudo isto. Como na parábola de Sri Ramakrishna, o camelo come arbustos espinhosos que sangram a sua boca, mas continua a comê-los da mesma forma.  Mas um aspirante espiritual não pode viver desta forma. Ele fixou para si mesmo um ideal elevado e por isso não pode perder-se em envolvimentos mundanos. Por isso começa a pensar profundamente sobre renúncia e desapego.

    A renúncia é o tema central da vida espiritual em todas as religiões. Renúncia da riqueza e da cobiça, do sexo e da luxúria e do egoísmo – esta tríplice renúncia é invariavelmente enfatizada em todas as escrituras e por todos os homens verdadeiramente espirituais. Sem renúncia não há vida espiritual. E renúncia não significa apenas a renúncia externa, mas também a renúncia mental. Devemos renunciar a todo nosso apego ao nosso próprio corpo e mente e aos dos outros, e tornar-nos verdadeiramente desapegados de todos os modos. Não é suficiente se fizermos isto somente com relação a certas coisas e pessoas, enquanto tentamos nos prender a outros ainda mais. É fácil evitar certas coisas ou pessoas de quem não gostamos e chamar isto de renúncia. A verdadeira renúncia é a mudança de atitude em relação a tudo.

    Por que a renúncia é necessária? Por que devemos praticar tanto o desapego? As práticas espirituais jamais poderão ser executadas com sucesso sem abandonar as velhas associações com coisas e pessoas que não auxiliam ao aspirante. Somente quando estivermos preparados para renunciar nossos desejos e paixões e nosso apego aos outros, seja na afeição ou na aversão, poderemos praticar a verdadeira religião com bons resultados e  poderá haver progresso. Nunca permita que sua mente o engane sobre este ponto. A mente sempre tenta apresentar alguma razão plausível para que não possamos renunciar esta ou aquela coisa, para que nós possamos estar na companhia de tal ou qual pessoa, de que é nosso dever conversar com ele ou com ela, etc. Nunca acredite em sua mente nestes casos. Ela sempre irá enganá-lo e tornar-se o porta-voz de seus desejos conscientes ou inconscientes. Portanto não precisamos apenas de japa, oração, meditação e outras práticas espirituais, mas também de renúncia. De fato japa e meditação só são efetivos na medida em que somos bem sucedidos em ter mais e mais da verdadeira renúncia e desapego. Quando estes dois – práticas espirituais e renúncia – são combinados, torna-se possível para nós controlar a mente e começar a limpar todos seus cantos sujos onde permitimos que se acumulasse todo tipo de imundície por eras e eras através de incontáveis nascimentos.

Demasiada mundanalidade é como o fogo. Ela queima o coração. Torna uma pessoa insensível aos valores espirituais. Uma pessoa mundana não pode apreciar a felicidade da vida espiritual. A faculdade da intuição torna-se tão inerte em uma pessoa mundana que não é mais sensível às vibrações mais elevadas. Ela não tem nenhuma idéia das verdades espirituais e apenas continua se banhando na poça suja de seus desejos e paixões.

Paz Profunda

Passagem

Não há nada a esconder nesse momento. Somos um processo em transformação.
Vida-morte é um processo incessante de transformação.

O ritual do fim da vida é importante. Para os que morrem e também para os que vivem. Fechamos um círculo.

Morrer é como adentrar outra dimensão, como ir fazer uma viagem a lugares novos e desconhecidos. Ao mesmo tempo esses lugares são familiares. Conforme nossas vivências e suas consequências – ações que deixam marcas, impressões na realidade – abrem-se mundos diversos para a pessoa que está deixando a vida. Podem ser universos de luz e alegria, podem ser de sofrimento e dor, podem ser campos, animais, plantas belíssimas ou cenários aterrorizadores. Tudo surge de sua própria mente. Que não se atemorize. Que compreenda e, sem apegos e sem aversões, vá à luz infinita, liberte-se da vida e da morte.

Se houver o verdadeiro arrependimento por ações, palavras e pensamentos prejudiciais cometidos em qualquer época, os mundos de sofrimento e dor se transformam em esferas de harmonia.

Assim, o ritual de despedir-se é muito importante. Inclui o arrependimento e a entrega ao Deus do seu coração, seja Ele qual for. Arrepender-se é transformar-se, é purificar-se. É preciso terminar bem o livro desta vida. Livro com prefácio, vários capítulos e um final. Esse final é um outro começo, de outro livro, com outro título e outras inúmeras possibilidades.

Não é o mesmo livro, nem o mesmo personagem, mas outro livro.

Como ondas no mar. Tudo é o oceano, que recebeu águas de inúmeros rios. Causas e condições formam ondas. Cada onda como se fosse uma existência. Cada uma interdepende da outra, mas não é a outra. Interligadas e ao mesmo tempo únicas. Transformando-se a todo instante. As causas e condições de uma onda se tornam efeitos em outras e assim por diante. Mas cada uma tem começo, meio e fim.

Felizes os que conscientemente podem morrer. Orando e agradecendo a vida. Abençoando e se despedindo com ternura dos que ficam. Entregando-se à experiência seguinte, sem apegos e sem aversões.

Quando a morte termina, a vida começa. Mas não a mesma vida, nem a mesma morte. Nada jamais se repete.

Preparar-se para a morte é preparar-se para a vida. É estar pronto a cada instante, fazendo o melhor de si a cada momento. Pois nunca sabemos quando e onde as causas e condições que tornam possível nossa vida serão rompidas.

Aos que se vão abruptamente agradecemos a vida que compartilharam, quer tenha sido de um dia, de meses, ou de muitos anos. E que possam seguir em paz, tranqüilidade, e que nós, que aqui ficamos, completaremos o que tenha de ser completado na ternura e no cuidado do amor que desconhece fronteiras.

Todo o processo de finalização da vida é murmurado, orado, abençoando e invocam-se a presença, a luz, a serenidade dos seres sábios, iluminados e benfazejos, para que mostrem o Caminho da Luz Infinita.

Eclipses de Junho – Sabotagem, Términos e Encerramentos


Nesta semana chega o segundo dos três eclipses e tivemos muitos lembretes de onde precisamos criar o encerramento e permitirmos os términos. Esta semana traz um eclipse lunar total, o que sempre envolve as emoções, as energias femininas e as da mãe, e questões em torno do poder e dos relacionamentos. A lua sendo “eclipsada”, ou bloqueada pelo sol, é uma metáfora que nos lembra de onde entregamos o nosso poder e como nos limitamos pelo medo, incluindo a auto-sabotagem e o papel que as nossas emoções desempenham na maneira como criamos a nossa vida.

A palavra “sabotagem” vem da palavra francesa para sapatos de madeira que os trabalhadores usavam, os “tamancos”. E quando eles queriam protestar contra as condições de trabalho, eles atiravam os seus velhos sapatos nas máquinas, quebrando-as. Eles ganhavam a batalha, mas perdiam a guerra sem as máquinas que significavam: sem trabalho ou dinheiro. O eclipse desta semana nos pergunta onde sabotamos a nossa vida, onde usamos o nosso poder para nos limitarmos e interrompermos a máquina de nossa vida em protesto, esquecendo-nos de que estamos no controle, no comando do processo e que há meios mais fáceis e menos dramáticos e drásticos para mudarmos o caminho da nossa vida.

O outro assunto para o eclipse são os términos e encerramentos. Todos nós queremos términos agradáveis, bem organizados, com encerramentos que nos reconheçam, que reconheçam as nossas contribuições e o nosso sacrifício. Às vezes obtemos isto, mas em outras vezes, isto não ocorre. Todos os encerramentos se seguem a términos, mas os términos nem sempre vêm com o encerramento  – algumas vezes temos que nos dar permissão para concluirmos e terminarmos com alguém ou algo, porque isto não virá deles. Nossa necessidade para o encerramento reflete a nossa necessidade para a validação e o reconhecimento pelos nossos esforços. Alguém foi muito rápido ao nos deixar ir? Algo terminou antes que estivéssemos preparados para isto partir? Fomos reconhecidos e apreciados pelo que fizemos?

Se estivemos indecisos em relação a uma situação ou pessoa, um eclipse nos abençoará com um final rápido que não deixa margem para dúvidas de que isto terminou. Mas se quisermos encerrar com o término, temos que decidir o que isto envolve, o que isto significa para nós, como queremos nos lembrar da situação ou pessoa, o que aprendemos e como isto nos ajuda a avançarmos para a próxima fase de nossa vida. E então nos concedemos a dádiva do encerramento, fechamos a porta e avançamos. E se estivemos sabotando a nossa vida, fazendo escolhas impotentes, entregando o nosso poder, permanecendo em uma situação mais do que o necessário ou não servindo as nossas necessidades, ficaremos cara a cara com isto neste momento. Aquilo que estiver concluído, terminado ou que se afastou do seu caminho neste momento, deixe-o ir, conceda-se e encerramento que deseja e precisa, e se volte para um futuro mais poderoso e satisfatório.

Direitos Autorais 2011 – Jennifer Hoffman

Caminhantes

Há pessoas que deixam pegadas eternas pela vida.Seguem seu próprio caminho, sem se importar com os obstáculos que encontram nem com as distâncias que as separam de seus destinos. Elas apenas caminham, marcando cada passo com energia e convicção, deixando atrás de si um rastro de originalidade e sabedoria. Suas pegadas só são percebidas pelos que vêm depois, e que descobrem ser aquele o melhor caminho para uma vida melhor. Mas os que seguem a mesma estrada e trilham as mesmas pegadas, estes não encontrarão diante de si nem os mesmos desafios, nem os mesmos obstáculos, e todas as descobertas já serão conhecidas.

O desafio de nossa caminhada terrena está não só em descobrir por qual estrada devemos seguir, mas a que destino almejamos chegar. Aqueles que olham apenas para o chão, seguindo os passos de outros, dificilmente terão problemas no percurso. A segurança de sua jornada está em repetir o caminho que muitos já trilharam, pois seus problemas serão menores e mais previsíveis.

Mas há aqueles que preferem admirar as paisagens da estrada e sentir o prazer na aventura da jornada. Na curiosidade de descobrir novos lugares e de perceber novos encantos, eles se aventuram por trilhas inóspitas e desconhecidas. Muitas vezes, olhando para o céu e se orientando por estrelas, eles se descobrem voltando para o local de onde saíram, mas o atraso não os assusta, nem intimida, pois se sentem mais seguros e animados. Eles, sem saber, vão fazendo seu próprio caminho.

Aqueles que seguem as trilhas demarcadas, ao contrário dos aventureiros, chegarão sempre a algum lugar. Mas como caminharam com os olhos pregados no chão, pouco poderão dizer do que viram. Os que se encantam pelo caminho dificilmente chegarão a algum ponto final, mas saberão de muitos atalhos e terão sempre muitas histórias para contar.

Sua maior conquista é o que aprenderam: a magia da vida está na eterna mudança, e o destino não é algo fora de nós, mas um desafio sagrado que trazemos na algibeira.

Paz Profunda e Boa Semana