
Alguns internautas leitores do nosso blog têem nos indagado a respeito dos princípios e doutrinas relacionadas à Tradicional Ordem Martinista.
Estaremos abordando neste pequeno artigo alguns desses aspectos, procurando dirimir dúvidas, estimular os irmãos que desejam conhecer a Ordem e incentivar a pesquisa.
Como Sociedade Fraterna, o Martinismo pode ser descrito como a União de Forças Invisíveis evocadas para a pesquisa da Verdade. A Ordem Martinista é um centro ativo de difusão iniciática. Ela foi constituída para propagar rapidamente e de uma maneira ampla os ensinamentos do oculto e as linhas da tradição ocidental cristã.
Como Sociedade Fraterna, o Martinismo pode ser descrito como a União de Forças Invisíveis evocadas para a pesquisa da Verdade. A Ordem Martinista é um centro ativo de difusão iniciática. Ela foi constituída para propagar rapidamente e de uma maneira ampla os ensinamentos do oculto e as linhas da tradição ocidental cristã.
A Tradicional Ordem Martinista é uma Ordem Iniciática e uma escola de cavalheirismo moral, com base essencialmente na mística cristã. Essa Ordem fraterna está aberta tanto a homens quanto a mulheres. Sua denominação vem do nome Louis Claude de Saint Martin. Por ele a Ordem está ligada a uma tradição que tem raízes na Tradição Primordial, numa época em que o ser humano tinha o privilégio de comungar livremente com a Divindade, sem intermedições.
Nós martinistas, nos questionamos sempre quanto à capacidade atual do ser humano de realizar essa união. Se, como indica a Bíblia, fomos criados à imagem de Deus, como se explica a nossa deplorável situação atual? Essa pergunta nos leva a estudar a história do ser humano desde a sua emanação da Imensidade Divina até a sua presente situação. Para nós o ser humano não pode conhecer a sua natureza fundamental sem estudar as relações profundas que existem entre Deus, o universo e o homem. O universo e o ser humano formam um todo, duas progressões ligadas uma à outra e evoluindo juntas. Mas por outro lado, a última etapa do conhecimento do homem também deve levá-lo a compreender a natureza. Mas se ele quiser compreender sua verdadeira natureza é para Deus que deve se voltar pois "...só nós podemos ler no Próprio Deus e nos compreender em Seu próprio esplendor..." Se o ser humano não está mais disposto a ceder a esse conhecimento, é porque ele cometeu o erro de tornar-se vazio de Deus e se perdeu no mundo das aparências, no mundo temporal. Tornou-se adormecido para o mundo espiritual. Seu Templo interior está em ruínas.
Mas como reencontrar esse estado paradisíaco pelo qual o ser humano era ao mesmo tempo um Pensamento, uma Palavra e uma Ação de Deus? Aí está a busca martinista, que é a busca da Reintegração. Se o ser humano perdeu sua potencialidade primordial, dela conserva no entanto o germe e basta-lhe que aplique sua vontade para cultivar essa raiz e fazê-la frutificar.

Nós homens, sentimos que nos encontramos nesse estado de privação constantemente e nada neste mundo consegue nos satisfazer plenamente. Oque desejamos, fundamentalmente, não pertence a este mundo e é porisso que nos desencaminhamos incessantemente tomados de uma imensa cobiça de tudo atrair para nós mesmos, como para reencontrar aquela faculdade que outrora nos permitia tudo possuir, tudo dominar e tudo compreender. Dizia Saint-Martin: Nada é mais comum do que a cobiça e mais raro do que o desejo". Isso quer dizer que, aquele que toma consciência da origem dessa nostalgia, dessa lembrança fugaz de uma grandeza perdida; aquele que aspira a reencontrar sua pureza primeva, é um Homem de Desejo. Seu desejo é o desejo de Deus. E o desejo é a raiz da eternidade.
O martinismo é um caminho da Vontade. Entre o Destino, por vezes cego, e a divina providência, é preciso então escolher. Para o martinista, tornar-se um homem de desejo é empreender a reconstrução do seu Templo interior. Para edificar esse Templo, que é eterno, ele se apóia em dois pilares: o da iniciação e o dos ensinamentos martinistas. A iniciação marca efetivamente o começo de seu grande trabalho pois é o momento em que ele recebe a semente de luz que constitui o alicerce de sua obra. Cabe a ele em seguida, trabalhar para manifestar e irradiar essa luz. As iniciações martinistas constituem um momento teúrgico privilegiado, no reencontro de um Homem de Desejo com seu Iniciador e só podem ser conferidas num Templo e na presença conjunta e efetiva daquele que outorga e daquele que recebe.
Mas a verdadeira iniciação, é a iniciação central. Esta, segundo Saint Martin, é aquela pela qual podemos entrar no coração de Deus e fazer entrar o coração de Deus em nós, para que aí aconteça um casamento indissolúvel. Não há outro mistério para se chegar a essa iniciação sagrada a não ser, mergulharmos cada vez mais nas profundezas de nosso ser.
Segundo Saint Martin, o coração é o lugar de encontro e a expressão contínua da alma e do espírito. Esse retorno do ser ao seu centro, essa contemplação interior, é a verdadeira prece, pois ela impregna nossa alma desse encanto sagrado, desse magismo divino que é a vida secreta de todos os seres.
A Ordem Martinista se esforça em desenvolver a espiritualidade de seus membros, pelo estudo do Mundo Invisível e de suas leis, pelo exercício de devotamento e da assistência intelectual e pela criação em cada espírito de uma fé cada vez mais sólida, baseada na observação e na ciência.


