
Todos nós sempre acreditamos que a vida é um fenômeno terreno e que ela é própria de nosso planeta e que se manifesta de acordo com as aparências que verificamos no reino vegetal, animal e humano. Dessa forma, também consideramos que no instante que nosso corpo físico cessa de funcionar por motivo de velhice ou doença, ela morre e a vida abandona definitivamente nosso organismo. A morte de um ser vivo, se traduz progressivamente pelo desaparecimento de seu veículo terreno. Nosso corpo se decompõe e se transforma em pó. A Força Vital que nos anima, mais precisamente a polaridade positiva dessa Força, permanece idêntica e volta para o oceano vibratório de onde emanou no momento de penetrar no corpo do recém-nascido.
A morte, segundo a doutrina rosacruz, corresponde à separação das três energias principais que constituem o corpo humano, a saber, Energia Espírito, Energia Força Vital e Energia Alma. É no momento em que a criança inala pela primeira vez que essas três energias se fundem em seu organismo e fazem dele um ser vivo e consciente. Com toda lógica, é quando o homem exala pela última vez que elas se separam e voltam ao seu estado vibratório inicial. Neste ponto, todas as religiões concordam que a morte corresponde ao momento em que o ser humano solta o seu último suspiro e com ele, entrega sua alma.
Com a última exalação, a Força Vital abandona o organismo, o que causa a imediata cessação de todas as suas funções. Dizemos então, que o indivíduo morreu. Seu corpo esfria gradativamente, se enrijece e adquire uma coloração acinzentada. Esses três pontos são a consequência natural do abandono da energia vital que anima cada uma de suas células. Progressivamente, as forças de adesão, coesão e atração da Energia Espírito se deixam dominar pelas forças de repulsão. Esse desequilíbrio progressivo produz uma ruptura de combinações que mantinham em um todo coerente as moléculas que compunham o corpo. Este se desagrega gradualmente e libera a maior parte dos átomos de que estava constituído. Assim, a expressão material da pessoa desaparece com os meses e anos que se seguem à morte, mas a energia que estava na origem dessa expressão, a energia Espírito, permanece mas sob uma outra forma.
A doutrina rosacruz nos ensina que a morte no homem causa a decomposição de seu corpo, mas que essa decomposição não corresponde absolutamente à destruição das partículas subatômicas que o compunham. Em outras palavras, quando ele morre, acontece simplesmente uma transmutação inversa àquela que se produziu durante a formação e o crescimento de seu ser físico: as moléculas se tornam átomos independentes e esses átomos se decompõem em elétrons, prótons e nêutrons, os quais se reintegram à essência da energia Espírito com toda a "experiência" que adquiriram quando formavam um corpo humano. Após serem purificados, e quando é chegado o momento, alguns deles novamente se reúnem para participar na criação de um novo organismo, vegetal ou animal.
Assim, o corpo vivencia uma verdadeira regeneração depois da morte, para não dizermos um renascimento. Todas as partículas que o compunham são liberadas e reencontram sua independência. Quanto à alma, ela se libera definitivamente nos dias que seguem à morte e volta ao estado em que estava antes de reencarnar. Em outras palavras, ela volta ao plano cósmico correspondente ao grau de evolução que tenha alcançado ao final de sua encarnação.
Nesse plano ela encontra outras almas que, de acordo com o ciclo de 144 anos, estão à espera de sua próxima vida terrena. Entre essas almas, algumas são suas conhecidas, outras não. Então, elas travam conhecimento, exatamente como acontece na Terra quando as pessoas se encontram. A partir desse momento, ela continua uma forma de evolução baseada na encarnação mais recente e naquela que ela deve preparar para que essa evolução prossiga sempre da melhor maneira.
Paz Profunda


